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Espectáculos

de Gil Vicente . Classificação CCE M/12

Começa a declaração e argumento da obra. Primeiramente, no presente auto, se figura que, no ponto que acabamos de expiar, chegamos subitamente a um rio, o qual per força havemos de passar em um de dois batéis que naquele porto estão, scilicet, um deles pera o Paraíso, e o outro pera o Inferno, os quais batéis tem cada um seu arrais na proa: o do Paraíso um Anjo e o do Inferno um Arrais infernal e um Companheiro.

cit. Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente

Espelho de Portugal de 500

Espetáculo burlesco onde a junção das artes circenses, da dança, canto e interpretação, tem sido o segredo do seu êxito.

O “Auto da Barca do Inferno” é uma peça de riqueza excecional, desenrolando-se em vários planos e dilatando-se em várias dimensões. É uma evocação de certos tipos sociais do Portugal quinhentista, que ainda hoje se mantêm atuais.

É também uma sátira feroz contra os grandes e os poderosos, não poupando os pecadores de condição mais modesta. Ao mesmo tempo que é uma meditação terrificante sobre os mistérios do «Além», é uma peça de franca comicidade.

A encenação criou um espetáculo divertido e apelativo, sendo um dos momentos altos a interatividade com o público, o que provoca grande entusiasmo na assistência.

FICHA TÉCNICA

  • Encenação:
    Ruy Pessoa
  • Assistência de encenação:
    Mariana Sardinha
  • Coreografia (luta de esgrima):
    Mestre Eugénio Roque
  • Luminotecnia e Sonoplastia:
    Paulo Santos
  • Contrarregra:
    Luisa L'Abbate
  • Cenário:
    Jeanette Christian; Cláudia Guerreiro; Ruy Pessoa
  • Serralharia:
    Luís Pessoa
  • Figurinos:
    Ruy Pessoa
  • Costureira:
    Donzília Faria
  • Secretariado de Produção:
    Mirian Azeredo, Susana Rato

 

ELENCO

  • Inês Ferreira Silva
    Companheiro do Diabo, Brízida Vaz, Florença - moça do Frade
  • Miguel de Sousa Pereira
    Onzeneiro, Sapateiro, Frade, Procurador, Cavaleiro
  • Miguel Ângelo Graça
    Diabo
  • Rogério Costa
    Fidalgo, Judeu, Corregedor, Cavaleiro
  • David Andrade
    Aio do Fidalgo, Enforcado, Joane - Parvo
  • Silvia Guerreiro
    Anjo

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