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Curiosidades

Alice Vieira (1943)

Alice de Jesus Vieira Vassalo Pereira da Fonseca, nasceu em Lisboa, a 20 de março de 1943.

Licenciou-se em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Dedicou-se desde cedo ao jornalismo, tendo trabalhado nos jornais Diário de Lisboa (onde, juntamente com o seu marido, o jornalista e escritor Mário Castrim, dirigiu o suplemento “Juvenil”, entre 1968 e 1970, onde se divulgavam as primeiras tentativas literárias de muitos jovens talentos de então), Diário Popular e Diário de Notícias e colaborou durante muitos anos com a revista “Ativa” e o “Jornal de Notícias”. Atualmente colabora na revista Audácia, dos Missionários Combonianos.

Alice Vieira

Trabalhou em vários programas de televisão para crianças e é considerada uma das mais importantes escritoras portuguesas de literatura infanto-juvenil.

Alice Vieira é uma das escritoras portuguesas mais traduzidas e divulgadas no estrangeiro: várias obras suas fazem parte da seleção de obras notáveis para crianças e jovens, elaborada pela Biblioteca Juvenil Internacional de Munique.

As suas obras foram traduzidas para várias línguas, como o alemão, o búlgaro, o castelhano, o galego, o catalão, o francês, o húngaro, o holandês, o russo, o italiano, o chinês, o servo-croata

Desafiada pelos filhos, Alice Vieira escreveu Rosa, minha irmã Rosa, primeiro livro para a infância e juventude que deu à estampa e, incentivada pelo marido, concorreu ao Prémio de Literatura Infantil «Ano Internacional da Criança» (1980), que acabou por ganhar.

Alice Vieira prosseguiu assim a escrita de obras dedicadas aos mais jovens, começando em 1981 a procurar temas para alguns dos seus livros na História de Portugal. A sua escrita ficcional para crianças e adolescentes tem alternado, desde então, entre narrativas inspiradas na História (Promontório da Lua), textos que versam assuntos da atualidade – o apelo ao consumo, a influência da televisão na educação infantil – e problemas do quotidiano juvenil: a amizade, a solidão, as relações familiares, as relações entre crianças e adultos (Os olhos de Ana Marta) ou a infância em diálogo com a velhice (Às dez a porta fecha; Um fio de fumo nos confins do mar).

Alice Vieira considera-se uma escritora urbana: as suas narrativas decorrem sobretudo no ambiente social da classe média lisboeta e baseiam-se na realidade observada de perto, processo a que não é alheio o contato com autores e jovens leitores em escolas e bibliotecas públicas, para promoção da sua obra e do livro infantil em geral, e que iniciou durante a prática da sua profissão: o jornalismo.

Em 1964 a autora publicou um livro de poemas intitulado De estarmos vivos e, em 1977, o volume de contos Um nome para Setembro, literatura para adultos que só viria a retomar na década de noventa. Em 1975 passa a jornalista profissional no Diário de Notícias, onde coordenou a seção «Cultura / Arte e Espetáculos» e dirigiu o suplemento infantil «Catraio», que contava com contribuições de alunos das escolas de todo o país. Ainda no Diário de Notícias, a partir de 1981, foi responsável por uma rubrica de crítica literária infanto-juvenil – «Ler(zinho)» – e desenvolveu uma página semelhante no «Guia de Pais e Educadores» da revista Rua Sésamo.

Tendo abandonado o jornalismo ativo em 1991, para se dedicar a tempo inteiro à escrita literária, mantém no entanto colaboração regular em diversos periódicos e em revistas femininas. Utilizou a técnica da reportagem para regressar à escrita para adultos e, após afincada pesquisa, publicou em 1994 – ano em que Lisboa foi Capital Europeia da Cultura – o álbum Esta Lisboa, com fotografias de António Pedro Ferreira. Neste livro, a digressão guiada pelos locais mais célebres e pelos recantos menos lembrados da cidade, transporta o leitor a uma Lisboa em transformação, ligada ao passado pela lenda e pela história. Em Praias de Portugal, com fotografias de Maurício de Abreu, álbum produzido no âmbito da Exposição Universal de Lisboa, Expo’98, retoma o processo jornalístico que utilizara no guia olisiponense e conduz o leitor pelas povoações piscatórias e areais do país.

in Centro de Documentação de Autores Portugueses

 

Bibliografia

Literatura infanto-juvenil

  • 1979 – Rosa, Minha Irmã Rosa
  • 1985 – Paulina ao Piano
  • 1980 – Lote 12 – 2º Frente
  • 1981 – A Espada do Rei Afonso
  • 1982 – Chocolate à Chuva
  • 1983 – Este Rei que eu Escolhi
  • 1984 – Graças e Desgraças na Corte de El-Rei Tadinho
  • 1985 – Águas de Verão
  • 1986 – Flor de Mel
  • 1987 – Viagem à Roda do meu Nome
  • 1988 – Às Dez a Porta Fecha
  • 1990 – Úrsula, a Maior
  • 1990 – Os Olhos de Ana Marta
  • 1991 – Promontório da Lua
  • 1992 – Leandro, Rei de Helíria
  • 1995 – A mais bonita história de Princesas
  • 1997 – Se Perguntarem por mim, Digam que Voei
  • 1999 – Um Fio de Fumo nos Confins do Mar
  • 2001 – Trisavó de pistola à cinta e outras histórias;
  • 2005 – Livro com Cheiro a Chocolate
  • 2005 – O Casamento da Minha Mãe
  • 2006 – Livro com Cheiro a Morango
  • 2007 – Livro com Cheiro a Baunilha
  • 2007 – O meu Primeiro Álbum de Poesia
  • 2008 – A Vida nas Palavras de Inês Tavares
  • 2008 – Livro com Cheiro a Caramelo
  • 2009 – Contos de Grimm Para Meninos Valentes
  • 2009 – A Que Sabe Esta História?
  • 2009 – Livro com Cheiro a Canela
  • 2010 – Contos de Andersen para Crianças Valentes
  • 2010 – Meia Hora Para Mudar a Minha Vida
  • 2010 – Livro com Cheiro a Banana
  • 2010 – A Arca do Tesouro (com CD, música de Eurico Carrapatoso, narração de Luís Miguel Cintra).

Outras

  • 1986 – De que são Feitos os Sonhos
  • 1988 – As Mãos de Lam Seng (Literatura Tradicional de Macau – adaptação)
  • 1988 – O que Sabem os Pássaros (Literatura Tradicional de Macau – adaptação)
  • 1988 – As Árvores que Ninguém Separa (Literatura Tradicional de Macau – adaptação)
  • 1988 – Um Estranho Barulho de Asas (Literatura Tradicional de Macau – adaptação)
  • 1988 – O Templo da Promessa (Literatura Tradicional de Macau – adaptação)
  • 1990 – Macau: da Lenda à História
  • 1991 – Corre, Corre, Cabacinha (história tradicional portuguesa)
  • 1991 – Um Ladrão debaixo da Cama (história tradicional portuguesa)
  • 1991 – Fita, Pente e Espelho (história tradicional portuguesa)
  • 1991 – A Adivinha do Rei (história tradicional portuguesa)
  • 1992 – Rato do Campo, Rato da Cidade (história tradicional portuguesa)
  • 1992 – Periquinho e Periquinha (história tradicional portuguesa)
  • 1992 – Maria das Silvas (história tradicional portuguesa)
  • 1993 – As Três Fiandeiras
  • 1993 – A Bela Moura (história tradicional portuguesa)
  • 1994 – O Pássaro Verde
  • 1994 – Eu Bem Vi Nascer o Sol (antologia de literatura tradicional)
  • 2012 – Histórias da Bíblia
  • 2013 – O Mundo de Enid Blyton
  • 2012 – Expressões com História

Outras Ainda

  • 1997 – Praias de Portugal (com fotografias de Maurício Abreu)
  • 1999 – Esta Lisboa (com fotografias de António Pedro Ferreira)
  • 2006 – Pezinhos de Coentrada (crónicas)
  • 2007 – Dois Corpos Tombando na Água (poesia)
  • 2008 – Tejo (com fotografias de Neni Glock)
  • 2009 – Bica Escaldada (crónicas)
  • 2009 – O Que Dói às Aves (poesia)
  • 2011  – O Que se Leva Desta Vida (crónicas)
  • 2011 – Os Profetas (romance)

Obras em conjunto com outros escritores

  • 2005 – Novos Mistérios de Sintra (romance)
  • 2006 – O Código d’Avintes (romance)
  • 2007 – Eça Agora – os herdeiros de Os Maias (romance)
  • 2009 – 13 Gotas ao deitar (romance)
  • 2010 – Chocolate — Histórias de Ler e Chorar por Mais (contos)
  • 2011 – Picante – Histórias Que Ardem na Boca (contos)
  • 2013 – A Misteriosa Mulher da Ópera (romance)

Prémios

  • 1980 – Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança, com “Rosa, Minha Irmã Rosa”
  • 1984 – Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil, com “Este Rei que Eu Escolhi”
  • 1984 – Sendo ainda indica para o Premio Hans Christian Andersen pela Seleção Portuguesa do IBBY (International Board on Books for Young People). Trata-se do mais importante prémio internacional no campo da literatura para crianças e jovens, atribuído a um autor vivo pelo conjunto da sua obra.
  • 1992 – Premio “Auswahliste Deutscher Jugendliteraturpreis” (Alemanha) com “Rosa Minha Irmã Rosa
  • 1994 – “Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças”, pelo conjunto da sua obra.
  • 1994 – Fez parte da “Lista de Honra do International Board on Books for Young People” pela obra “Os Olhos de Ana Marta”. Foi de novo candidata ao mesmo prémio em 1998.
  • 2000 – Prix Octogone (França) – para a edição em francês de “Os Olhos de Ana Marta”
  • 2007 – Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho, com o livro de poemas Dois Corpos Tombando na Água, em «O Campo da Palavra»”, n.º 156
  • 2008 – Prémio Nacional de Ilustração 2008 atribuído pela Direção-Geral do Livro e das Bibliotecas ao livro A Charada da Bicharada (Texto Editores, 2008)
  • 2010 – Estrela de Prata do Prémio Peter Pan (Suécia) para a edição sueca de “Flor de Mel”

APOIOS

Instituto Português da Juventude
Casa dos Direitos Sociais
Delta
Espaço LX Jovem
Câmara Municipal de Lisboa
Marilina Tinta
JGF
Sanitana
Amadeu & Rocha
Minabel
A&M Leilões
Nomalism