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Curiosidades

Gil Vicente (1465-1536)

Foi o mais importante dramaturgo português. Ourives do reino, mestre de balança da Casa da Moeda, autor da famosa Custódia de Belém, representa, em 1502, o Auto da Visitação (Monólogo do Vaqueiro), perante a rainha parturiente, sendo este o início de uma carreira fecunda de comediógrafo, regular e brilhante. A sua obra representa o encontro da herança medieval, sobretudo nos géneros e na medida poética (utiliza sistematicamente a métrica popular, em autos e farsas), com o espírito renascentista de exercício crítico e de denúncia das irregularidades institucionais e dos vícios da sociedade.

Gil Vicente (1465-1536)

Entre as suas inúmeras obras contam-se: o Auto da Índia, 1509, farsa que critica o abandono a que o embarque eufórico e sistemático dos Portugueses para o Oriente, em cata de riquezas, vota a pátria e as situações familiares; os Autos das Barcas (Barca do Inferno, 1517; Barca do Purgatório, 1518; Barca da Glória, 1519), peças de moralidade, que constituem uma alegoria dos vícios humanos; Auto da Alma, 1518, auto sacramental, que encena a transitoriedade do homem na vida terrena e os seus conflitos entre o bem e o mal; Quem Tem Farelos?, 1515, Mofina Mendes, 1515, e Inês Pereira, 1523, que traçam quadros populares de intensidade moral, simbólica ou quotidiana, em urdiduras de cómico irresistível e de alcance satírico agudo e contundente.

É muito rica a galeria de tipos em Gil Vicente, e variada a gama da sua múltipla expressão, desde a poetização do mais comum, até à religiosidade refinada e aos conteúdos abstratos e ideológicos que defende ou satiriza.

Sabe-se (por Braamcamp Freire) que foi casado com Branca Bezerra de quem teve dois filhos, Gaspar Vicente que viu morrer (morreu em Lisboa vítima da peste não antes maio de 1519) e Belchior Vicente de quem há várias referências documentadas, que, com a morte do irmão, o substitui no serviço da capela real.

Após enviuvar, Gil Vicente voltou a casar. Da segunda esposa, Melícia Rodrigues, teve três filhos: Paula Vicente, Luís Vicente e Valéria Borges. Paula Vicente destacou-se na Corte portuguesa e junto da infanta D. Maria (1521-1577), a filha de D. Manuel I e D. Leonor de Habsburgo. Com o apoio de Paula Vicente, junto da rainha D. Catarina de Habsburgo (regente do reino), Luís Vicente preparou a publicação das obras de seu pai e terá acompanhado a impressão da Copilaçam de todalas obras de Gil Vicente de 1562.

Fonte: www.gilvicente.eu

 

OBRA DRAMÁTICA DE GIL VICENTE – OS AUTOS

Gil Vicente escreveu 44 obras em 35 anos

Sabias que Gil Vicente escreveu 44 obras em 35 anos, a tempo inteiro, 17 em português, 11 em castelhano e 16 bilingues

  1. Auto da Alma
  2. Farsa dos Almocreves
  3. Targicomédia de Amadis de Gaula
  4. Barcas, I – Auto da Barca do Inferno
  5. Barcas, II – Auto do Purgatório
  6. Barcas, III – Auto da Glória
  7. Breve Sumário da História de Deos
  8. Auto da Cananea
  9. Auto das Ciganas
  10. Farsa do Clérigo da Beira, Pedreanes
  11. Tragicomédia Cortes de Júpiter
  12. Diálogo de uns judeus sobre a Ressurreição de Cristo
  13. Tragicomédia de Dom Duardos (versão 1)
  14. Tragicomédia de Dom Duardos (versão 2)
  15. Tragicomédia da Exortação da Guerra
  16. Auto das Fadas
  17. Auto da Fama
  18. Auto da Fé
  19. Auto da Feira
  20. Auto da Festa
  21. Auto dos Físicos
  22. Comédia Floresta de Enganos
  23. Tragicomédia da Frágua d´Amor
  24. Auto da Índia
  25. Farsa de Inês Pereira
  26. Farsa do Juiz da Beira
  27. Farsa da Lusitânia
  28. Miserere, Oração (*)
  29. Mistérios da Virgem, Auto da Mofina Mendes
  30. Tragicomédia da Nau d´Amores
  31. O Escudeiro pobre, Quem tem farelos
  32. Auto do Velho da Horta
  33. Auto Pastoril Castelhano
  34. Tragicomédia da Serra da Estrela
  35. Auto Pastoril Português
  36. Pranto de Maria Parda
  37. Pregação (Sermão de Abrantes) (*)
  38. Auto dos Quatro Tempos
  39. Auto dos Reis Magos
  40. Tragicomédia Romagem de Agravados
  41. Comédia de Rubena
  42. Auto de San Martinho
  43. Auto da Sebila Cassandra
  44. Comédia Sobre a Divisa da Cidade de Coimbra
  45. Tragicomédia Templo d´Apolo
  46. Triunfo do inverno
  47. Visitação
  48. Comédia do Viúvo

(*) Esta peça não é um Auto, não é exatamente Teatro, mas pode encenar-se o orador.

(c) 2008, Noémio Ramos

Entre os autos proibidos pela Inquisição

  1. Jubileu de Amores
  2. Vida do Paço
  3. Aderência do Paço

Outros Autos de Gil Vicente publicados como anónimos

  1. Capelas
  2. Caseiro de Alvalade
  3. Cativos – Dom Luís e dos Turcos
  4. Dom André
  5. Dom Fernando
  6. Dom Florisbel – Auto da Aderência do Paço
  7. Donzela da Torre
  8. Enanos
  9. Escrivães do Pelourinho
  10. Escudeiro Surdo
  11. Farsa Penada
  12. Florença
  13. Regateiras de Lisboa
  14. Sátiros
  15. Tragédia de los amores de Eneias e de la Reyna Dido
  16. Vicenteanes Joeira

Fonte: www.gilvicente.eu
 

Podes consultar todos os autos escritos por Gil Vicente aqui: www.cet-e-quinhentos.com/obras
ou ainda no seguinte endereço: www.gilvicente.eu/obras/autos.html

 

Outras Curiosidades

Gil Vicente aparece como epígrafe da obra Crónica de Uma Morte Anunciada de Gabriel Garcia Marquez, o que põe em evidência o caráter universalista dos autos do Mestre Gil, bem como o poliglotismo do dramaturgo e a sua propensão para teatralizar linguagens
 
Fonte: Instituto Camões

 

O Auto da Barca do Inferno e o Inferno anónimo (c. 1515) do Museu Nacional de Arte Antiga
 
Existe no Museu Nacional de Arte Antiga uma pintura anónima do Inferno que é quase contemporânea do Auto da Barca do Inferno. Poderá precedê-lo em dois anos. É uma pintura de qualidade e contém, como a obra de Gil Vicente, intenção de crítica social.
 
Mas enquanto na Barca assistimos ao julgamento, donde se pode sair condenado ou salvo, a pintura mostra um recanto infernal com danados distribuídos por grupos, recordando talvez o que se passa na Divina Comédia, no auto, as personagens são individuais.
 
Esta pintura, que Gil Vicente pode bem ter conhecido, remete para o mesmo momento cultural e religioso, até para um semelhante empenho pré-reformista de intervir na sociedade.
 
Poderás ver essa obra e uma descrição da mesma seguindo este link.

Da autoria de Francisco de Assis Rodrigues, datadas de 1842, estas três estátuas, executadas em pedra lioz, Gil Vicente ao centro, ladeado por Thalia e Melpomene, coroam o tímpano do Teatro Nacional D. Maria II.

Foram inauguradas juntamente com o Teatro em 13 de abril de 1846, por ocasião do 27º Aniversário de D. Maria II.

Escultor – Francisco de Assis Rodrigues.
Fonte: www.cm-lisboa.pt/equipamentos/equipamento/info/gil-vicente-thalia-e-melpomene

Escultor – Francisco de Assis Rodrigues

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