A Companhia de Teatro O Sonho, formada em
1999, tem entre
os seus objectivos fundir as diversas áreas artísticas (dança, teatro, canto
e artes circenses) e transformá-las, sempre que possível, em espectáculos
únicos. Um dos seus principais objectivos é, assim, o de apresentar
espectáculos onde, pelo menos três das áreas mencionadas possam ser
utilizadas.
Desde a sua formação, esta Companhia tem
como pressuposto base, o desenvolvimento de actividades teatrais/dramáticas
- peças, workshops, fóruns de debate, etc., – para um público
maioritariamente infanto-juvenil. Pretende assim, criar não o gosto da “arte
pela arte”, mas antes criar o gosto da arte pela compreensão da arte.
Apostando num trabalho sobre textos
curriculares (Auto da Barca do Inferno,
Auto da Índia,
Falar Verdade a
Mentir e
Antes de Começar), com uma abordagem dramaturgica que visa em
primeiro lugar a aproximação do aluno ao texto e ao espectáculo, procura
quebrar a quarta parede e promover uma interacção directa público/actor e,
consequentemente, público/autor. Ao mesmo tempo, a Companhia pretende
promover e incentivar novos autores e novas abordagens/criações dramaturgicas.
A Companhia está convicta que, ao representar textos que
integrem e/ou foquem temas abordados no programa curricular,
criando espectáculos interactivos, permitirá aos alunos uma maior
proximidade e compreensão desses mesmos textos e/ou temas, incutindo-lhes,
do mesmo modo, o gosto pela Arte Teatral.
A aposta ganha numa aproximação do texto ao
público-alvo, faz com que uma visita ao teatro, que não deixa de ser uma
aula, se torne num prazer e faça com que os alunos passem a olhar os textos
e temas curriculares de uma forma diferente, redescobrindo igualmente o
prazer de ler outras obras dos mesmos autores.
Para além de textos programáticos curriculares, a Companhia começa, a
partir de 2002, a promover também outros espectáculos. Assim, em 2002 surgiu
Histórias Vividas, baseado na
obra de Antoine de Saint Exupéry "O Principezinho". Em 2003 sobem à cena os
espectáculos
Os Poetas pela Mão de
Tito Lívio, espectáculo
interactivo de poesia direccionado para o público escolar e
Cabaret para Três Actores, espectáculo este,
destinado a um público geral. Ainda em 2003 foram levados a cena os
espectáculos Mãe Terra
e Salada de Contos (reposto em cena esta
Temporada).
Todos estes espectáculos surgem do compromisso e empenho da Companhia em
incentivar e promover novos autores e novas abordagens dramatúrgicas.
Merece-nos especial destaque Mãe Terra
que, quer pela sua temática quer pela sua actualidade, foi calorosamente
recebido pelo público. O próprio Ministério da Educação, no ofício 2950 de
05.02.2007 da Direcção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular,
comunica que o texto dramático Mãe
Terra «poderá
ser um instrumento qualificador das práticas
pedagógicas, dado o seu contributo para a introdução de temáticas
relacionadas com a educação ambiental, para a promoção da cidadania e
igualmente, para o desenvolvimento de competências pessoais e sociais.»
Como resultado de todos estes pressupostos, na
Temporada 2005/2006, a Companhia estreou dois novos espectáculos:
Os Lusíadas de Calções, inspirado no grande poema
épico português "Os Lusíadas"
de Luís Vaz de Camões,
que integrou a 16ª Semana da Juventude da Câmara Municipal de Lisboa,
e
O Cavaleiro,
adaptação da obra "O Cavaleiro da Dinamarca" de Sophia de Mello Breyner Andresen
que, apesar de serem textos
curriculares programáticos, se destinam também ao público geral.
Em todos estes
espectáculos a Companhia procura explorar, para além do evidente aspecto
lúdico, o aspecto didáctico inerente a estes textos, complementando o
trabalho que é desenvolvido pelos professores na sala de aula.
Assim, pelo trabalho desenvolvido, e pela
qualidade das suas produções, o Ministério da Educação, no Ofc.º
11720 de 30/10/2006, considera o trabalho desenvolvido pel´O Sonho «com
interesse didáctico, pedagógico e de qualidade estética e artística».
A Companhia de Teatro O Sonho, tem apostado
desde sempre na
, percorrendo o país com todos os seus espectáculos, num trabalho
desenvolvido regularmente com Câmaras Municipais e estabelecimentos de
ensino.
Em dez anos, a Companhia contou com a
presença de cerca de 650.000 espectadores nos seus espectáculos, número
que têm crescido exponencialmente de
ano para ano, sendo uma grande parcela desse número proveniente das suas
deslocações pelo país.
Pretendemos assim que esta seja uma das
principais características da Companhia, “descentralização”, continuando a levar a todas as regiões/localidades do país novos
espectáculos, não descorando no entanto o público dos grandes centros.
A Companhia tem estado sedeada em Lisboa no Auditório do Grupo Cultural e
Desportivo dos Trabalhadores do B.E.S., e no Auditório do Instituto Português
da Juventude (parque EXPO), entidades com as quais vem mantendo parcerias.